A capitã da PM Elaine Baldanza: destaque de carro na Inocentes de Belford Roxo. Fotos: Fábio Guimarães/Extra

 No ano em que a tropa feminina da Polícia Militar (PM) resolveu pedir passagem na Sapucaí — com Portela e Porto da Pedra — e na Intendente Magalhães — com a Independente de São João de Meriti — o desfile das escolas do Grupo de Acesso A também terá uma representante da corporação. A capitã Elaine Baldanza, de 30 anos, que atua no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), foi convidada pela Inocentes de Belford Roxo para ser destaque de carro alegórico.
— Trabalhei no 39 BPM (Belford Roxo) desde a criação do batalhão até meados do ano passado. Recebi o convite na última semana e aceitei. Vou sair na quinta alegoria, a “Mãe Água e o Planeta Azul” — explica a oficial, casada há um ano e meio com o capitão Ricardo Ribeiro Baldanza, comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Batan, em Realengo.

 

O capitão acompanhou Elaine no ensaio da escola, domingo. E também participou da escolha da fantasia. — Eu escolhi o carro pela fantasia, de acordo com a discrição pedida pelo comandante geral (coronel Mário Sérgio Duarte) às outras oficiais. O maridão também aprovou a roupa. Ele vai para a Avenida como meu apoio, na minha supervisão — afirma Elaine. O carnavalesco Cristiano Bara adianta que a capitã usará uma fantasia sensual, porém discreta, nas cores branca, prata e azul.

 A tenente Júlia Liers, durante a coroação como rainha de bateria, em São João de Meriti. Foto: Pablo Jacob/Extra
Amiga de tenente

Nascida em São João de Meriti, Elaine trabalhou com a tenente Júlia Liers:
— Recebi a Júlia aspirante no batalhão. Julgam muito os PMs, mas fazemos parte da sociedade. Também temos nossos gostos e isso é natural, contanto que não atrapalhe nosso desempenho e nossa dedicação ao trabalho. Gosto de carnaval e vou dar sorte a Inocentes de Belford Roxo. Ela vai subir para o Especial.A tenente Júlia já foi coroada rainha das passistas da Inocentes, onde fez sua estreia no carnaval passado, no abre-alas.- Este ano não temos a tenente, mas vamos de capitã – brinca o presidente da Inocentes, Reginaldo Gomes.Depois que Júlia conseguiu autorização do Comando da PM para ser rainha de bateria da Independente de São João de Meriti, do antigo Grupo de Acesso C, e destaque da Porto da Pedra, no Especial, outras oficiais da corporação foram convidadas para desfilar na Portela.

fonte: Extra 

Bônus será pago a 6.840 policiais. Crimes caíram 80% na região do Centro do Rio

 Para os policiais do Rio, a partir de agora, combater o crime pode representar também alívio no bolso. A Secretaria de Segurança divulgou ontem quais agentes vão receber a gratificação prometida aos integrantes das unidades da Polícia Civil e da PM que mais contribuíram para reduzir os índices de criminalidade no segundo semestre de 2009. Ao todo, pelo menos 6.840 policiais militares e civis de 12 batalhões e 29 delegacias vão receber o prêmio — além dos agentes de três especializadas, como O DIA antecipou na semana passada. Os melhores resultados foram obtidos por policiais da 13ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), que conta com PMs do 13º BPM (Tiradentes) e agentes da 5ª DP (Mem de Sá). Nessa região, os homicídios dolosos caíram 80% nos últimos seis meses de 2009. Cada policial dessas Aisps vai receber R$ 1.500. Os policiais da 23ª Aisp — que reúne o 23º BPM (Leblon), 14ª DP (Leblon) e 15ª DP (Gávea) — receberão premiação de R$ 1.000. Na região, os homicídios caíram 75%. Já na 33ª Aisp, que abrange o 33º BPM (Angra), a 165ª DP (Mangaratiba), a 166ª DP (Angra) e a 167ª DP (Paraty), os policiais conseguiram, por exemplo, diminuir em cerca de 52% os roubos a veículos e vão receber gratificação de R$ 750. Agentes de outros nove batalhões e 23 delegacias distritais, que não ficaram entre os primeiros, mas alcançaram as metas estabelecidas pelo estado, receberão R$ 500. Para chegar aos vencedores, a Secretaria de Segurança calculou em quais áreas houve maior queda dos principais crimes: homicídio doloso, latrocínio, roubo de veículo e o roubo de rua, que inclui roubo a transeunte, roubo de celular e roubo a coletivos. O resultado foi obtido depois de uma soma de pontos em que cada crime tinha um peso diferente. O prêmio só será pago para policiais que estiveram há mais de três meses em suas unidades. “Essa premiação é uma forma de estimular a produtividade dos policiais”, afirmou o delegado Roberto Sá, o subsecretário de Planejamento e Operação da Secretaria de Segurança. O incentivo, de acordo com a Secretaria de Segurança, é apenas o primeiro dos que serão entregues a cada seis meses. Ainda não há previsão de quando o dinheiro vai ser depositado na conta dos policiais. “A premiação é uma ferramenta já utilizada na iniciativa privada e que, agora, é adotada no serviço público”, disse o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame.O comandante do 13º BPM, tenente-coronel José Guilherme Xavier, comemorou o resultado. “Coloquei policiais em locais com altos índices de roubo. A Lapa recebeu atenção especial”, avaliou. O tenente-coronel Sérgio Alexandre, comandante do 23º BPM, explica sua fórmula. “Fiz uma reengenharia na escala e uma reciclagem dos policiais, o que animou a tropa”, disse. Responsável pelo 33º BPM, o tenente-coronel José Luiz Castro Menezes afirmou que conseguiu colocar mais 35 policiais nas ruas e realizou reuniões semanais com a tropa. Diretor do Departamento Geral de Polícia da Capital, o delegado Ronaldo Oliveira também festejou a premiação. “É um grande ganho para os policiais. Agora, eles têm mais um motivo para combater o crime”, acredita.
Como O DIA revelou, policiais de três delegacias especializadas também vão ser premiados. Agentes e delegados da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis, da Delegacia de Roubos e Furtos e da Delegacia de Combate às Drogas ganham gratificações que variam entre R$ 500 e R$ 1,5 mil.

Cidade da Polícia como um shopping

Orçada em R$ 40,8 milhões, a Cidade da Polícia, que será construída até outubro em frente à favela do Jacarezinho, terá visual de ‘shopping’. A definição é do presidente da Empresa de Obras Públicas (Emop), Ícaro Moreno. Quiosques, quadra de esportes e até praça de alimentação serão criados para inspetores e delegados de unidades especializadas da Polícia Civil — atualmente espalhados em várias sedes pela cidade. A licitação está marcada para o dia 10 de março. Vencerá a disputa quem apresentar o menor preço pela obra. Um empréstimo do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai bancar o empreendimento, que começará a ser erguido em abril. A área total do local — onde existia uma gráfica da Souza Cruz — tem 41,6 mil metros quadrados. De todas as delegacias especializadas da Civil, apenas a Especial de Apoio ao Turista (Deat) e a Divisão Antissequestro (DAS) não serão removidas para o novo local. “É melhor que estas unidades continuem na Zona Sul. Todas as outras estarão aqui, com sedes climatizadas. É importante a integração”, afirma Ícaro, que calcula que mais de três mil servidores vão trabalhar na Cidade da Polícia. Apesar de ter inaugurado recentemente uma sede enorme na Barra da Tijuca, a Divisão de Homicídios é contemplada com um espaço na Cidade da Polícia, conforme a planta de obras da Emop. Em outra etapa da obra, um grande estacionamento será montado em terreno da Light ao lado do complexo de especializadas. Haverá 600 vagas para viaturas; 642 para funcionários; 83 para visitantes e 10 para veículos apreendidos. Contará também com espaço para pouso de helicópteros.

Mais homicídios e roubos a residências

Os resultados dos índices de criminalidade divulgados ontem pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) revelaram aumento de homicídios no estado. De acordo com o ISP, a incidência do crime em 2009 aumentou 1,3%, se comparada com o ano anterior. A Secretaria de Segurança, porém, ressaltou que, no segundo semestre de 2009, houve queda de 9% dos assassinatos em comparação com o mesmo período de 2008. O roubo a residências também apresentou alta. Segundo o instituto, a incidência do crime subiu 11,3% no ano passado.

MAIS NOVIDADES

Outras novidades estão previstas no projeto da Emop que coloca prazo de 210 dias para o vencedor da licitação concluir a obra.

ACADEPOL COM SIMULADOR
Segundo a Emop, a Academia de Polícia terá um simulador de favelas para os inspetores e delegados treinarem táticas de incursão em comunidades.

POLINTER SEM PRESOS
Não está prevista a construção de carceragem. A Polinter, atualmente, ainda tem 3.500 presos. Ou seja, na Cidade da Polícia vai funcionar apenas a parte administrativa da delegacia. Ainda haverá sedes da Polinter no Grajaú e na Pavuna e em outras 15 localidades do estado.

Arte O Dia

fonte: O Dia

    Uma nova tropa de elite vem aí. Estão abertas as inscrições para o Curso de Operações Especiais (COEsp / 2010), o mais disputado e difícil acesso ao Batalhão de Operações Especiais (Bope). O treinamento é o único que garante o status de ‘caveira’ ao policial militar que chegar ao final do intenso processo seletivo.
Serão oferecidas 60 vagas, sendo 25 para 1º e 2º tenentes, aspirantes, subtenentes e sargentos. As outras 30 vagas serão destinadas à cabos e soldados. Somente cinco vagas serão dispuatdas por policiais de outros estados. Para se candidatar, os militares devem ter pelo menos dois anos de corporação e comportamento, no mínimo, bom. As inscrições podem ser feitas até o dia 19. Maiores informações: www.policiamilitar.rj.gov.br.

fonte: Blog da Segurança do O Dia

Cerca de 100 policiais civis realizam um a grande operação, na manhã desta terça-feira, no Morro do Dendê, Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. A Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), está procurando traficantes, drogas e armas.Policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais dão apoio. A polícia ainda conta com um helicóptero  e um carro blindado na operação. Disparos já foram ouvidos no morro.

fonte: O Dia

Dois homens acusados de roubarem um carro e praticarem assaltos foram presos por policiais militares do 9º BPM (Rocha Miranda) após serem perseguidos por uma das vítimas, na Avenida Braz de Pina, em Vista Alegre, na Zona Norte do Rio, no fim da noite de segunda-feira. Um Fiesta roubado foi recuperado. Além do carro, foram apreendidos um revólver calibre 32, com cinco munições, além de cartões de crédito e aparelhos de telefone celulares das vítimas.               Felipe dos Santos de Abreu, 22, e Wilson do Carmo Ferreira, de 35 anos, foram surpreendidos pelos policiais, após serem reconhecidos pelas vítimas. Os criminosos não contavam com a reação inusitada de um estudante, que, com a ajuda da mãe, uma advogada, resolveu perseguir os criminosos que roubaram o seu carro.Segundo relato do estudante, os bandidos usaram o veículo para praticarem outros assaltos. Pelo menos quatro vítimas registraram ocorrência. Os criminosos foram conduzidos à 38ª DP (Irajá), onde foram autuados por roubo, receptação e porte ilegal de armas.    

fonte: O Dia

    Dois homens suspeitos morreram num confronto com policiais do 9º BPM (Rocha Miranda), na noite desta segunda-feira, na Favela do Chapadinho, na Pavuna. Durante a ação, os policiais apreenderam duas armas e drogas, ainda não contabilizadas. A dupla suspeita foi levada para o Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, mas não resistiu aos ferimentos.O material apreendido foi levado para a 39ª DP (Pavuna), onde o caso está sendo registrado. Moradores da comunidade protestaram e chegaram a fechar a Estrada Rio do Pau com pneus e pedaços de madeira. Os policiais militares precisaram intervir para liberar a via.

fonte: Extra


A juíza Elizabeth Machado, da 4 Vara Criminal de Nova Iguaçu, decretou a prisão temporária de um grupo de extermínio que atua em toda a Baixada Fluminense. E um dos crimes foi cometido à luz do dia. Há duas semanas, o policial militar Wagner Dantas Alegre tentou executar um desafeto com vários tiros de fuzil, às 15h, em uma rua movimentada de Nova Iguaçu. Na ação, Alegre usava a camisa cinza da Polícia Civil — ele estava cedido para a Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (Drae).Além de Alegre, também estão sendo procurados o ex-fuzileiro naval Albano Pereira Marinho Neto, Victor Pimenta da Silva e o ex-PM Péricles de Castro Alves Bezerra. Os quatro tentaram matar Carlos Davi Lira do Nascimento porque pensaram que ele estava ajudando a polícia em uma investigação contra o grupo de extermínio. Davi conseguiu fugir e está internado no Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas o pai dele, José Maria do Nascimento Neto, morreu no local. A mãe e uma irmã de Davi também foram atingidas pelos disparos.

 

Péricles de Castro Alves Bezerra

 Na decisão, a juíza escreveu que os integrantes do grupo são apontados como “exterminadores justiceiros que aterrorizam a comunidade (…) trazem em si sério risco à escorreita investigação dos fatos pela natural intimidação que provocam”.A investigação, feita por policiais da 58 DP (Posse) mostra que o ex-PM Péricles planejou mas não participou do ataque, porque era vizinho de Davi. O crime aconteceu na Rua Denise, bairro Monte Líbano. Na semana passada, os policiais tentaram cumprir os mandados de prisão, mas não conseguiram. Na Drae, a delegada Márcia Beck informou que o PM Alegre já foi devolvido para a PM. As duas armas que ele usava enquanto esteve na delegacia foram apreendidas e vão passar por perícia.

fonte: Extra

Traficantes de drogas tentaram tomar a favela do Barbante, em Campo Grande, durante a madrugada de hoje. A região é dominada por grupo de milicianos que há algum tempo expulsaram os marginais daa comunidade. Há informações de que pelo menos duas pessoas foram mortas e outras três ficaram feridas. Nesse momento a Polícia Militar está realizando uma operação na comunidade.

fonte: Extra

   Um cabo do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foi baleado na manhã desta terça-feira na Travessa Damas Batista, bairro Andrade Araujo, em Nova Iguaçu, quando saia para trabalhar. Segundo informações do 20º BPM, Alessandro de Souza Pimenta levou dois tiros, um deles no peito. O cabo ainda conseguiu balear um dos bandidos, que fugiram. Ele está sendo operado neste momento no Hospital da Posse. A polícia ainda não sabe o que teria causado a troca de tiros.

fonte: Extra

 Policiais da 57a DP (Nilópolis) em operação nesta segunda-feira na Favela do Guacha, em Belford Roxo, apreenderam um bilhete escrito à mão que estava endereçado para a Favela Vila Norma, onde moram os parentes de Márcio Nepomuceno dos Santos, o Marcinho VP, que está preso em Catanduvas. A ordem seria queimar ônibus e matar autoridades caso a polícia use contra a família do bandido o mesmo critério que foi adotado contra parentes de Isaías da Costa Rodrigues, o Isaías do Borel, que em novembro viu parte da família ser presa na Operação Família S/A, realizada pela delegacia da Tijuca. O bilhete, com data de 1º de fevereiro, diz que uma pessoa foi até o presídio onde Marcinho está preso e trouxe o recado.- Pela investigação acreditamos que a mensagem chegou no Complexo do Alemão e foi distribuída para as favelas da mesma facção. Na parte de trás do papel estava escrito que aquele bilhete deveria ser entregue para a Favela Vila Norma – explicou o delegado Julio da Silva Filho, da 57ª DP.

Na operação os policiais apreenderam ainda três revólveres, uma granada, três rádios de comunicação, munição calibre 762 e uma esteira com munição calibre 556 que seria de propriedade da Marinha. Os bandidos conseguiram fugir. 

fonte: Extra

O número de roubos a residências no Estado do Rio de Janeiro em todo o ano passado  apresentou um aumento de 11,3%  em relação a 2008. Este foi a modalidade de crime que apresentou o maior crescimento percentual, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (8) pela Secretaria de Segurança Pública.De acordo com as estatísticas, foram 1.662 registros deste delito no Estado em 2009, contra 1.493 no ano anterior.Outro item que apresentou aumento foi os homicídios dolosos (quando há intenção de matar). Foram 5.794 casos em 2009 e 5.717 em 2008, um crescimento de 1,3%.Em 2009, houve também acréscimo no número de estupros e atentados violentos ao pudor que, no ano passado, passaram a ser somados juntos. Foram 4.120 casos em 2009 e 3.846 no ano anterior, um aumento de 7,1%.Segundo a Secretaria de Segurança, cresceu também o número de roubos a transeuntes. Em 2009, foram registrados 71.066 casos contra 68.039 no ano anterior, um crescimento de 4,4%.Houve modalidades que apresentaram redução. Um deles foi os autos de resistência (mortes em confronto com a polícia). Em 2009, foram 1.048 e, em 2008, 1.137, uma diminuição de 7,8%. Os roubos a veículos também caíram. Em 2009, o número de registros foi de 25.036, uma redução de 10% em relação a 2008, que somou 27.847 casos. Os latrocínios (roubos seguidos de morte) tiveram uma pequena redução. De 235 ocorrências em 2008 passou a 221 em 2009, uma diminuição de 6%

fonte: R7

A Polícia Rodoviária Federal deflagou neste domingo (7) uma operação especial de reforço na segurança das rodovias federais que cortam a região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro. As ações específicas devem ser realizadas até a próxima quinta-feira (11).O objetivo da Operação Metropolitana é intensificar a fiscalização em combate à criminalidade e o controle do trânsito em áreas vulneráveis para as ações criminosas na região, tais como a rodovia Niterói-Manilha (BR-101-Norte), a rodovia Washington Luís (BR-040), a Via Dutra (BR-116) e a Rio-Teresópolis (BR-116), nos trechos da Baixada Fluminense; e também a Rio-Santos (BR-101-Sul), em Itaguaí, sul fluminense.  Agentes de cinco delegacias e motociclistas foram convocados para a missão. Uma aeronave também foi destacada para dar apoio às ações.Outro foco da operação será a fiscalização rigorosa, com revista de veículos, condutores e passageiros.  Os motoristas com suspeita de ingestão de bebida alcoólica deverão realizar o teste do etilômetro. Veículos com documentação irregular poderão ser retidos e encaminhados ao pátio legal.Os resultados apurados durante a Operação Metropolitana servirão para nortear as ações no período de Carnaval, para quando uma nova operação está programada para acontecer em todo o Estado

fonte: R7

Venda continua, mas é feita sem armas por mulheres ou crianças, dizem policiais

Wilton Junior/AEFoto por Wilton Junior/AE

Policiais dizem que traficantes mudaram estratégia de venda após instalação das UPPs nas favelas do Rio

Na maioria das favelas do Rio de Janeiro, a venda de drogas costuma ser feita de forma escancarada – traficantes exibem armas e falam os preços da cocaína e da maconha em voz alta. Com a instalação das chamadas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) – postos policiais – nas comunidades, os criminosos foram obrigados a mudar a estratégia para vender drogas.
Policiais civis e militares ouvidos pela reportagem do R7 revelaram que o tráfico de drogas nas favelas pacificadas agora é feito de maneira mais discreta: os entorpecentes não ficam mais em banquinhas ou mesinhas; as chamadas bocas de fumo não têm seguranças armados, e o serviço é realizado por pessoas sem mandado de prisão, mulheres ou crianças.
É o que acontece hoje nos morros do Cantagalo e do Pavão-Pavãozinho, na zona sul. As comunidades foram ocupadas por uma UPP em dezembro passado. Policiais militares identificaram ao menos seis bocas de fumo em funcionamento – todas sem armas. Um dos pontos fica no chamado Setor, no Cantagalo. Investigações indicam que, ali, uma mulher obriga três filhas menores de idade a vender drogas. De forma discreta, elas escondem as drogas nas roupas íntimas e circulam pela favela a procura de criminosos. A comunicação é feita por celulares e não mais por radiotransmissores barulhentos. O uso de menores de idade por traficantes de favelas pacificadas já havia sido comprovado, em janeiro passado, quando três adolescentes, entre 13 e 15 anos, foram presas por suspeita de venda drogas em sacos de biscoito no Pavão-Pavãozinho. Outros pontos de venda de drogas dessas comunidades ficam na chamada Caixa D’Água, no Cantagalo, e na 5ª Estação, Farmácia e Sarafin, no Pavão-Pavãozinho. Nesses lugares, os traficantes ficam parados e os clientes chegam e pedem a droga. Dependendo do pedido, os criminosos vão até uma casa buscar o entorpecente. Muitos, no entanto, carregam pequenas quantidades como, por exemplo, dez trouxinhas de maconha, para a venda ser imediata. Um policial que preferiu não se identificar conta que a estratégia mudou: - A droga fica escondida com o traficante, não é mais colocada em mesinhas, como antigamente.

Mototáxi
Outra boca mapeada pelos policiais funciona na ladeira Saint Romain, na subida do Pavão-Pavãozinho. Nesse ponto, os policiais investigam suposta atuação de mototaxistas na venda de drogas. Policiais militares calculam que pelo menos 40 pessoas estariam trabalhando para o tráfico no Pavão-Pavãozinho e no Cantagalo. O grupo, dizem os policiais, responde a um criminoso escondido no complexo de favelas da Penha, na zona norte, desde a ocupação das comunidades pelo posto policial. Os policiais acreditam que, pelo menos, 30 fuzis ainda estejam nos morros, enterrados ou guardados em casas de parentes dos bandidos. A atuação do tráfico nas duas comunidades após a instalação da UPP está sendo mapeada pelas polícias Civil e Militar, que deverão em breve realizar operação para prender os suspeitos. A proposta sobre as UPPs, apresentada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, é de que os postos não objetivem acabar com o tráfico, mas sim com a “ditadura” dos traficantes armados com fuzis.

 fonte: R7

A polícia da Colômbia, com o apoio da agência antidrogas norte-americana, desarticulou quatro redes de narcotraficantes e capturou 21 pessoas com pedido de extradição nos Estados Unidos na maior operação antidrogas da última década.O diretor da Polícia Nacional, general Oscar Naranjo, revelou nesta segunda-feira que entre os capturados estão 12 pilotos e uma mulher acusada de ser a ligação entre os cartéis colombianos e o mexicano Joaquín “El Chapo” Guzmán.”Estamos diante do golpe estrutural mais importante desde que se produziu a chamada Operação Milênio”, disse a autoridade, destacando o apoio da agência antidrogas dos EUA.”Estamos falando de uma operação sustentada de dois anos que permitiu a acumulação de material incontestável de tráfico, a identificação de rotas, de aeronaves, de centros de provisão em 10 países da América”, explicou Naranjo.O general disse que as redes desarticuladas transportavam cocaína para quatro poderosos narcotraficantes colombianos, incluindo Daniel “El Loco” Barrera e os irmãos Javier Antonio e Luis Enrique Calle Serna.”Segundo as pesquisas, só um dos detidos tinha cinco aviões privados que foram retidos com droga na última semana. Um total de 25 aeronaves foram identificadas e retidas”, declarou Naranjo.Desde a Operação Milênio, realizada entre 1988 e 1999, na qual foi pego Fabio Ochoa Vásquez, famoso narcotraficante da Colômbia que foi extraditado para os Estados Unidos, não se dava um golpe tão significativo às estruturas do narcotráfico na Colômbia, segundo a Polícia Nacional.A Colômbia é considerada o maior produtor mundial de cocaína e os Estados Unidos são seu principal aliado na luta contra o narcotráfico.

fonte: Terra

 A Polícia Militar já ouviu o funcionário da empresa Lafarge William Siqueira Guimarães, de 33 anos, único sobrevivente do ataque que matou três operários da pedreira , num dos acessos ao Morro da Fazendinha, no Complexo do Alemão. Segundo a assessoria de imprensa da PM, William já teria fornecido alguns detalhes sobre o crime. Ele disse, em depoimento informal, que muitos traficantes atacaram o veículo, e acrescentou que não é capaz de identificá-los. William, que foi baleado no joelho e fingiu-se de morto para escapar do ataque, continua internado no Hospital Getúlio Vargas. Ele deve ser ouvido novamente por policiais da 22ª DP (Penha), onde o caso é investigado. A unidade procura, nas proximidades da Fazendinha, testemunhas que possam ajudar a identificar os bandidos.

” Não adianta apenas fazer obras, temos que tirar o tráfico dessas comunidades, senão a população não vive em paz “

Na manhã desta segunda-feira, o governador Sérgio Cabral disse, após lamentar a morte de três operários, que o crime não vai comprometer as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no estado. Cabral afirmou que o ataque apenas confirma o que ele vem percebendo durante a realização de obras e também durante a ocupação das favelas pela Unidade de Polícia Pacificadora (UPP):- Não adianta apenas fazer obras, temos que tirar o tráfico dessas comunidades, senão a população não vive em paz – disse Cabral.Ele não descartou a hipótese de o Complexo do Alemão ser uma das próximas comunidades a ser ocupada pela polícia.

Empresa não trabalha para o PAC

A Lafarge Concreto & Agregados, que explora uma pedreira no Complexo do Alemão e teve três funcionários mortos por traficantes no domingo, esclarece que não fornece produtos para clientes ou empresas que estejam trabalhando para obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).De acordo com a empresa, as vítimas não realizariam nenhum trabalho para uma das obras do PAC que estão acontecendo na região. Eles realizavam manutenção na unidade da companhia, em Inhaúma.O ajudante de operação William Siqueira Guimarães, único sobrevivente do ataque, foi atingido no joelho e continua hospitalizado.

Funcionários teriam sido confundidos com traficantes rivais

Segundo testemunhas, os funcionários da empresa Lafarge foram mortos por traficantes quando chegavam para trabalhar, numa Saveiro, por volta das 7h. De acordo informações da polícia, os traficantes teriam aberto fogo contra os operários porque os confundiram com bandidos de uma facção rival.William estava na caçamba da Saveiro junto com o oficial de manutenção Gildásio Ferreira dos Anjos, de 62 anos. Na cabine do veículo viajavam dois prestadores de serviços da empresa, o motorista Fábio de Lima Andrade, de 46 anos, e um cozinheiro, que não teve seu nome revelado. Os quatro fariam um serviço de manutenção não costumeiro na pedreira e estavam chegando para render a equipe da noite.De acordo com funcionários da Lafarge, todos os carros da empresa são identificados com logotipo nas portas e uma antena com uma bandeira verde. Esse procedimento é tomado exatamente para evitar problemas com traficantes da região. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, a pedreira funciona no local há mais de 20 anos e até hoje nenhum episódio semelhante havia acontecido no conjunto de favelas. A Lafarge trabalha com mineração de brita – produto que ajuda na fabricação de concreto

fonte: Extra

   O Brasil dá hoje um passo histórico rumo à formação em nível superior de profissionais para lidar com segurança pública. Os ministros da Justiça e da Educação assinam hoje os atos de Criação do eixo tecnológico Segurança e inclusão dos Cursos Superiores de Tecnologia em Segurança Pública, em Serviços Penais e em Segurança do Trânsito no Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia. Embora estejamos em ano eleitoral, não se pode deixar de valorizar uma medida como essa. A educação ainda é o melhor caminho para se mudar alguma coisa.
Desde 2008 o Ministério da Justiça apresentou ao Ministério da Educação a proposta de criação de novo eixo tecnológico com a denominação de Segurança nos respectivos Catálogos do MEC. 
Foram propostas as denominações de três cursos superiores de tecnologia em:
1) Segurança Pública;
2) Serviços Penais;
3) Segurança do Trânsito.
As cargas horárias mínimas serão de 1.600h cada curso superior destinado à graduação de profissionais da área de segurança pública do país. Esses cursos comporão, com os cursos superiores de tecnologia em Gestão de Segurança Privada e em Segurança no Trabalho, o eixo tecnológico Segurança, no Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia. Serão elaboradas publicações para subsidiar os referenciais curriculares e a edição de caderno da série Sintonia, de forma conjunta entre MEC e Ministério da Justiça.
“O Ministério da Justiça com o propósito de aprimorar e fortalecer as Ações Formativas para os Profissionais de Segurança Pública elencou os seguintes objetivos:
a) Formar profissionais para que possam contribuir para a geração e a aplicação de conhecimentos na área, fundamentados em princípios éticos e de cidadania, através de um ensino interdisciplinar relacionado a atividade policial às inovações constitucionais, às demais áreas do conhecimento jurídico e à moderna realidade social, política, econômica e cultural do Brasil.b) Ampliar as atividades educacionais realizadas pelas Instituições que compõem a Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública – RENAESP e fomentar a integração entre as ações dos profissionais de segurança pública e a sociedade, mediante a parceria educacional com Instituições de Ensino Superior em conformidade com o Programa Nacional de Segurança com Cidadania – PRONASCI. As justificativas para criação do eixo tecnológico Segurança e inclusão dos cursos superiores de tecnologia em Segurança Pública, em Serviços Penais e em Segurança do Trânsito, no Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia são transcritos a seguir:

1. Curso Superior de Tecnologia em Segurança Pública
“O tecnólogo em Segurança Pública é o profissional que atua nas áreas de política, gestão, planejamento e técnicas-operacionais no âmbito do sistema de segurança pública, fundamentado nos princípios da cidadania, dos Direitos Humanos e da cultura da paz, em relação às atividades de prevenção e enfrentamento das conflitualidades contemporâneas.
2. Curso Superior de Tecnologia em Serviços Penais
“Este tecnólogo atua na gestão de serviços penitenciários, garantindo a segurança e promovendo a disciplina, a saúde e qualidade de vida, a inserção social do preso, internado e egresso, formulando, propondo e implementando políticas públicas que minimizem os riscos do confinamento. Este profissional define estratégias de prevenção e articulação com serviços externos de assistência, que traduzam em serviço de qualidade para a comunidade, no sentido de diminuir os efeitos do aprisionamento e promovendo as condições necessárias para a reintegração social.
3. Curso Superior de Tecnologia em Segurança do Trânsito
“O tecnólogo em Segurança do Trânsito planeja, analisa, fiscaliza e executa os serviços definidos pelo Sistema Nacional de Trânsito, centrado no desenvolvimento tecnológico, social e na segurança do trânsito, com respeito ao ser humano e ao meio ambiente. Detém o conhecimento das atribuições dos órgãos de trânsito, no âmbito federal, estadual e municipal, bem como da iniciativa privada. Possui a função de fomentar a conscientização, com a devida reeducação do cidadão, objetivando uma mudança cultural deste, na observância do tema trânsito, como forma de exercício pró-ativo da cidadania.”

fonte: Blog Reporter de Crime

 

As polícias Civil e Militar do estado de Sergipe apresentaram na manhã desta segunda-feira (08), detalhes da operação em conjunto que culminou com a apreensão na última sexta-feira (05), de 45 quilos de cocaína pura que estavam boiando nas águas do rio Vaza Barris no povoado Mosqueiro. No desenrolar da operação os policiais prenderam o advogado paulista José Rosano de Amaral e o carioca Aloísio Gomes dos Santos, que têm envolvimento com a droga encontrada e estavam hospedados em um hotel na orla da Atalaia.“Na ultima sexta-feira recebemos a informação de que havia droga boiando no rio Vaza-Barris, entre o povoado Mosqueiro e a rodovia que dá acesso a praia da Caueira. Policiais militares foram até o local mencionado e comprovaram a informação. O Denarc foi acionado e a partir daí foi feito um trabalho de busca nas margens do rio na tentativa de se achar mais droga”, explicou o comandante do policiamento militar da capital, coronel Maurício Yunes.Num primeiro momento os policiais civis e militares localizaram 21 quilos da droga. Em seguida os trabalhos foram concentrados na tentativa de se chegar aos donos da substância entorpecente. “Fizemos o levantamento em pousadas e casas alugadas na tentativa de se chegar aos envolvidos. Após informações colhidas, equipes de Radiopatrulha foram até um hotel na orla e lá flagraram José Rosano e Aloísio Gomes saindo do estabelecimento com uma camionete e uma lancha no reboque. Talvez eles fossem tentar fugir ou resgatar parte da droga”, complementou Yunes.Os acusados possuíam um apartamento alugado na avenida Delmiro Gouveia. No local foram encontradas bolsas similares as que foram achadas boiando com a droga e mais R$ 10.449,00 em espécie. Segundo depoimento prestado à polícia, Aloísio estava em Sergipe há seis meses, enquanto que o paulista José Rosano chegou ao Estado há um mês. Foi comprovado, também, que um terreno baldio que fica em frente ao apartamento alugado foi adquirido pelos acusados. No local a polícia encontrou material para acondicionamento de combustível.

Origem da droga

A cocaína tem origem da Bolívia e pertence ao boliviano da cidade de Santa Cruz, Hard Gomes Vaca, que segundo a polícia deu entrada no Brasil em 11 de dezembro do ano passado. A cocaína tem uma logomarca nos tabletes, um coração com uma cruz no meio.“Nas margens do rio foi encontrada uma bolsa com documentos do boliviano, inclusive um passaporte que indica que ele entrou no Brasil em 11 de dezembro de 2009. Vamos oficiar a Polícia Federal, para solicitar informações sobre a entrada e a permanência deste estrangeiro no nosso País”, destacou o delegado Flávio Albuquerque.

Destino da droga

De acordo com o depoimento de Aloísio, toda a droga apreendida em Sergipe seria levada por mar para a cidade de Salvador, onde seria comercializada durante o período do carnaval. Para o transporte da droga, seria utilizada a embarcação de nome Milagre, de propriedade de Aloísio e que tem registro na Capitania dos Portos de Sergipe. O barco possui três motores de 300 HP cada um.“Suspeitamos que a droga foi trazida para Sergipe em pequenas quantidades e depois seria transportada de uma só vez para Salvador. Existe a possibilidade que a quantidade de cocaína seja ainda maior, pois existe a informação de que moradores ribeirinhos guardaram parte da droga”, finalizou Albuquerque. O delegado informou ainda, que as investigações serão aprofundadas e em breve surgiram outras novidades.

A Polícia da Bolívia apreendeu, no departamento de Santa Cruz (sul), 280 quilos de cocaína que seriam enviadas ao Brasil, informou hoje a imprensa de Santa Cruz.A cocaína estava escondida em tijolos transportados por um caminhão. A carga foi descoberta durante uma blitz da Polícia em uma estrada local.O chefe da unidade policial antinarcóticos de Santa Cruz, Juan Pablo Gallardo, informou ao jornal “El Deber” que um homem de 40 anos foi detido e que a cocaína tinha o Brasil como destino.Na Bolívia, segundo os agentes, o carregamento apreendido vale cerca de US 280 mil. Na fronteira, esse valor dobra, ao passo que no Brasil passa de US$ 1 milhão.A apreensão em Santa Cruz foi, até agora, a maior do ano. No ano passado, a Polícia Antinarcóticos apreendeu 25,3 toneladas de cocaína, destruiu 1.937 toneladas de maconha e erradicou 6.272 hectares de plantação de coca.

fonte: G1

    Prisões ocorreram em locais distintos na ilha.  Polícia apreendeu maconha, cocaína, crack e dinheiro.

Policiais civis de Fernando de Noronha (PE) prenderam dois rapazes sob suspeita de tráfico de drogas, na noite desta sexta-feira (5). Foram apreendidos cachimbos e isqueiros usados para o consumo de drogas, além de porções de maconha, crack, cocaína e dinheiro em notas pequenas.A assessoria da Polícia Civil informou ao G1 que os dois foram levados, neste sábado (6), de avião e sob escolta de quatro policiais para o Centro de Triagem (Cotel) de Abreu e Lima (PE). Eles vão aguardar a conclusão do inquérito policial na carceragem.O primeiro a ser preso foi um rapaz de 27 anos. Ele mora na ilha e foi flagrado em sua casa com 25 porções de maconha, um cachimbo e um isqueiro escondidos no guarda-roupas. Segundo a polícia, o jovem tinha passagem por furto e por agressão. O segundo a ser preso tem 38 anos e é turista de São Paulo. Ele foi encontrado na pousada onde estava hospedado com 85 gramas de maconha, cinco pedras de crack e 11 papelotes de um pó branco parecido com cocaína. O material será analisado por peritos criminais.Com ele, os policiais apreenderam R$ 497 em notas pequenas. De acordo com a polícia, ele tinha passagem por furto, em São Paulo, e por estelionato, em Teresina

fonte: G 1

Revoltados com a prisão de um homem, moradores queimaram pneus e usaram coquetéis molotov. PMs da UPP responderam efetuando tiros para o alto. O policiamento no morro e acessos foi reforçado

A ordem dada por policiais para diminuir o som em um bar e a prisão de um homem, que já tinha antecedentes criminais, desencadearam um protesto de moradores, no início da madrugada desta segunda-feira, no Morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Revoltados, os manifestantes queimaram pneus, usaram coquetéis molotofes e tentaram fechar a Estrada do Cantagalo, principal acesso ao morro. 

Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia
Moradores do Pavão-Pavãozinho protestam na delegacia | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia

Em resposta, os policiais da Unidade de Policia Pacificadora (UPP) efetuaram disparos para alto para dispersar a multidão. Os moradores tentavam impedir a prisão do comerciante Everton Benvindo, de 22 anos, que teria desacatado e desobedecido a ordem dos policiais. Os moradores acusaram os policiais de truculência e agressão. “Eles foram truculentos. Não precisavam agir com violência. O meu sobrinho não é bandido. Ele saiu do bar para pegar um DVD e acabou sendo preso, injustamente”, disse a tia de Everton, Lenice Benvindo, de 52 anos.O policiamento na comunidade e nos acessos ao morro foi reforçado. A informação de que estava ocorrendo um baile funk no morro foi negada pelo comandante da UPP, capitão Leonardo Nogueira, que minimizou a confusão, chamando de “ânimos exaltados”, mas prometeu apurar com rigor a ação policial. ”A situação está controlada. Não havia baile funk. Foram dois episódios distintos: um por causa do som alto e o outro devido à abordagem ao rapaz, que acabou sendo detido, por ter desobedecido a ordem dos policiais. No mais, os ânimos ficaram axaltados. No momento da prisão, os policiais fizeram disparos para o alto para dispersar a multidão”, explicou Nogueira, que pretende fazer uma  averiguação interna para apurar a ação policial.
Pivô da confusão, o comerciante Everton Benvindo, que é proprietário de um trailler, foi levado à sede da UPP e colocado em uma viatura. Ele foi conduzido à 13ª DP (Ipanema), onde foi indiciado por desobediência e desacato. Durante os depoimentos, cerca de 10 pessoas, entre familiares e amigos, ficaram do lado de fora da unidade policial. Segundo a polícia, Everton já havia sido preso por roubo a mão armada e estava em liberdade condicional.

fonte: O Dia

   Policiais do 13º BPM (Praça Tiradentes) e o 23º BPM (Leblon)  são alguns dos agentes que receberão prêmio em dinheiro por terem atingido as metas de segurança estipulados pela Secretaria de Segurança Pública e baixado os índices de criminalidade em suas áreas.A gratificação inclui também policiais civis. Como O DIA antecipou na quinta-feira  também serão premiados policiais da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), entre outros.  A lista completa será divulgada pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) .É a primeira vez que os policiais granharão prêmio em dinheiro por terem alcançado os resultados. A gratificação vai de R$ 500 a R$ 1,5 mil para policiais das lotados nas unidades que ficaram entre os primeiros lugares no cumprimento das metas. Agentes que conseguiram apenas reduzir os índices em suas áreas ganharão R$ 500.O pagamento será feito pelo governador Sérgio Cabral, mas a cerimônia ainda não tem data marcada. Mas só receberão os policiais que tenham trabalhado por mais de 3 meses do período de alcance do índice. Como O DIA noticiou dia 16, a premiação   será semestral, e não anual. As metas têm como base a redução de homicídio, roubo de veículos, a pedestres, coletivos e celulares.

fonte: O Dia

O governador Sérgio Cabral anunciou que irá ampliar o número de presidiários em regime semiaberto e aberto e de egressos do regime carcerário empregados em obras do governo estadual. Segundo ele, os contratos com as empreiteiras terão um cláusula prevendo um determinado percentual, ainda a ser definido, destinado a essas pessoas como uma forma de ajudar em sua reinserção social. O compromisso foi assumido, nesta segunda-feira, após a cerimônia de assinatura do termo de cooperação entre o Governo do Estado, o Tribunal de Justiça do Rio e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para a implantação do programa de reinserção social dos presos e egressos do sistema carcerário.O convênio foi assinado por Cabral, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do CNJ, ministro Gilmar Mendes, pelo presidente do TJ-RJ, desembargador Luiz Zveiter, e pelo diretor-presidente da Fundação Santa Cabrini, Jaime Melo de Sá, vinculado à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, durante solenidade realizada no auditório do 10º andar do prédio do Tribunal de Justiça-RJ, no Centro do Rio.”É mais um passo que damos ao assinar este convênio com o Tribunal de Justiça e com o Conselho Nacional de Justiça. Um passo que iniciamos no Estado do Rio desde o primeiro dia de governo quando estabalecemos para a sociedade e especialmente para a população carcerária o compromisso da ressocialiazação. Hoje, milhares dessas pessoas já têm a oportunidade e a alternativa do emprego na estrutura do Estado, além de parceria com o setor privado”, enfatizou Cabral.O governador, por outro lado, lembrou que a outra meta do governo é zerar o número de presos que aguardam julgamento nas delegacias, o que, em sua previsão, deverá ocorrer no segundo semestre do ano que vem.”O Rio de Janeiro se consagrará como o primeiro estado do Brasil a não ter preso em delegacia de polícia. No momento, há em andamento diversas licitações para a conversão das delegacias convencionais restantes em legais e a ampliação do número de casas de custódia, dentro do Programa Delegacia Legal, um programa que, ao assumirmos, encontramos em andamento com alguma precariedade, mas que restabelecemos por julgá-lo extraordinário”, contou o governador.Segundo o acordo de cooperação assinado hoje, as três partes vão trocar informações, documentos e apoio técnico necessários à capacitação profissional e inserção no mercado de trabalho de presos e ex-presidiários, além de adotar ações para a criação de vagas de trabalho e cursos de capacitação profissional para essas pessoas. O objetivo do acordo é facilitar a reintegração social dos presos e ex-presidiários, além reduzir a reincidência à criminalidade.Os participantes do acordo comprometem-se a intercambiar informações, documentos e apoio técnico-institucional necessários à capacitação profissional e inserção no mercado de trabalho de presos e egressos do sistema carcerário; adotar ações com vistas à criação de vagas de trabalho e cursos de capacitação profissional para presos e egressos do sistema carcerário, de modo a concretizar ações de cidadania e promover redução de reincidência; acompanhar e avaliar, constantemente, a execução das ações a serem desenvolvidas; incentivar os partícipes à adoção de políticas que visem à profissionalização e estimulação de presos e egressos do sistema carcerário; e dar publicidade às ações advindas deste ajuste, desde que não possuam caráter sigiloso.O presidente do TJ-RJ elogiou o apoio do governador ao Poder Judicário e também enalteceu o programa Começar de Novo, lançado pelo ministro Gilmar Mendes para ampliar a reinserção social de egressos do sistema carcerário em todo o país.”Para o Tribunal de Justiça é um orgulho assinar este convênio com a Fundação Santa Cabrini para reinserção de presos e de menores infratores que cumprem ações socioeducativas. O governador Sérgio Cabral não tem medido esforços para atender as necessidades do Judiciário, como é o caso deste acordo que assinamos hoje. Quanto ao ministro, ele deixa como legado este olhar sensível para o problema, visualizando, num momento ímpar, que a questão da criminalidade não passa só pelo combate efetivo dos delitos, mas também pela possibilidade efetiva da reinserção social do preso”, afirmou Zveiter.Além da meta de zerar o número de presos em delegacias distritais, através de mutirões carcerários, o ministro do STF disse que dará continuidade aos programas do CNJ até do dia 23 de abril, quando deixaerá o cargo.”Estamos trabalhando na consolidação dos programas que lançamos. Faremos em São Paulo uma reunião nacional de avaliação do programa Meta 2, quando estabeleceremos novas metas, e hoje ainda estarei no Espírito Santo para o lançamento lá do Começar de Novo, a exemplo do que já fizemos em outros estados, além de avaliar o trabalho que foi feito nos presídios. Estamos engajados no combate à impunidade e discutindo no CNJ a meta de redução do percentual de presos provisórios no país, hoje em cerca de 44% do total da população carcerária, estimada em mais de 470 mil. Queremos reduzir isto, mas não na perspectiva de libertá-los necessariamente, mas na de eventualmente transformá-los em presos que cumprem sentença definitiva, dando um ritmo adequado à Justiça criminal”, apregoou, garantindo que a nova administração do CNJ manterá os compromissos assumidos pelo órgão.Também estiveram presentes a procuradora-geral do Estado, Lúcia Lea Guimarães, o secretário estadual de Administração Penitenciária, Cesar Rubens Monteiro, o procurador geral do Estado, Claudio Soares Lopes, e o procurador-geral do Município do Rio, Fernando dos Santos Dionísio, representando o prefeito Eduardo Paes, entre outros.

fonte: O Dia

A tenente da PM, em visita ao barracão da Porto da Pedra, na semana passada. Foto: Wania Corredo/Extra

Assista ao vídeo da visita da tenente ao barracão da Porto da Pedra

  A estreia da tenente Júlia Liers no Grupo Especial não terá destaque apenas pelo fato de a bela ser uma oficial da Polícia Militar. A Porto da Pedra reservou um lugar privilegiado no desfile para ela, à frente do carro abre-alas. Júlia virá sobre o tripé que traz o nome da escola, no setor que fala da Pré-História fashion, inspirada nos Flintstones. — A tenente vai sair num tripé, entre a comissão de frente e o carro abre-alas. O carnavalesco (Paulo Menezes) está estudando as hipóteses, mas é possível que ela venha como Pedrita — revelou o presidente Uberlan Jorge de Oliveira.A escola de São Gonçalo convidou Júlia para desfilar ao ler,  no jornal Extra do último dia 25, que ela fora convidada para ser rainha de bateria da Independentes de São João de Meriti, do Grupo Rio de Janeiro 2 (antigo Grupo de Acesso C). 

Promessa cumprida

Inicialmente, ela sairia como destaque no abre-alas. Durante a visita ao barracão, na semana passada, o presidente anunciou que tinha outros planos para a oficial, que recebeu autorização do coronel Mário Sérgio Duarte, comandante geral da corporação, para participar dos desfiles. Na ocasião, Júlia prometeu no vídeo acima revelar, com exclusividade, onde viria na escola. A Porto da Pedra ainda procura um par para Pedrita no desfile. O ex-BBB Kléber Bambam é um dos nomes cogitados para o posto. 

fonte: Extra

“Acabo de acordar. Cheguei ontem por volta das 4h da matina. Coroação em São João, depois Porto da Pedra. Fiquei cansada.” O relato da tenente Júlia Liers agora à tarde no Twitter mostra a maratona da musa policial do carnaval 2010, eleita pelos internautas aqui no Extra Online.
A oficial da PM voltou nesta sexta-feira ao trabalho no 23º BPM (Leblon), onde exerce a função de relações públicas. De lá, saiu no fim da tarde direto para um salão de beleza em Belford Roxo para fazer uma maquiagem especial e brilhar em sua coroação como rainha de bateria da Independente de São João de Meriti. – Estava com um pouco de receio de como as pessoas iam agir comigo no trabalho, depois dessa repercussão com a minha participação no carnaval, mas foi tudo tranqüilo. A receptividade foi muito boa – disse Júlia.
A oficial da PM chegou à quadra da Independente, lotada, de braços dados com Mestre Lula, de quem recebeu um buquê de flores. A tenente foi coroada pela primeira-dama da escola, Lucy Honorato, por volta das 23h. Horas antes, uma missa afro foi celebrada na escola pelo frei Tatá.
Quem esteve na coroação diz que a musa da PM, aplaudida durante seu discurso, deu show de simpatia e samba no pé.
Pouco antes de 1h, a rainha de bateria da escola se despediu para cumprir outro compromisso carnavalesco: o ensaio de quadra da Porto da Pedra, em São Gonçalo.Amanhã, ela estará novamente de serviço.

fonte: Extra

    A Polícia Civil comprou um novo “cérebro” que vai conseguir fazer em minutos o que antes poderia demorar até alguns dias. Ao preço de R$ 1,5 milhão, foi adquirido um conjunto de nove software (pacote I2) que vão funcionar como um analista de informações. O equipamento é capaz de armazenar uma grande base de dados e pode descobrir, em pouco tempo, tudo sobre a vida de quem for investigado. — É uma rede infinita de informações que vai analisar tudo sobre um alvo em tempo recorde. Podemos descobrir quantos processos existem na Justiça contra um suspeito, com quem ele mais fala ao telefone, quantas vezes esteve preso, se houve depósito de um valor alto na sua conta corrente, tudo o que for interessante para uma investigação — explicou a delegada Andrea Menezes, da Coordenadoria de Inteligência Policial.
A análise do suspeito investigado cria um relatório de análise de vínculos que é capaz de transformar as informações em diagramas. — Vamos facilitar a visualização até para o Judiciário, que vai poder enxergar melhor as conexões de uma quadrilha — disse Andrea. O projeto será lançado nesta segunda, data que vai marcar o início da construção da base de dados. Agentes já foram capacitados e vão abastecer o programa com informações de locais diversos: base da Polícia Civil, Detran, IFP, Disque-Denúncia e até blogs ou sites da internet. A compra do novo software é o primeiro passo de uma série de investimentos que serão feitos na Coordenadoria de Inteligência Policial (Cinpol), inclusive com uma reforma no andar onde funciona o órgão, no prédio da Polícia Civil. Serão gastos R$ 5 milhões em veículos descaracterizados e equipamentos de investigação. Algumas equipes vão ser capacitadas para trabalhar de forma “invisível” em campo. — Serão agentes preparados para esse tipo de investigação, que vão trabalhar invisíveis para levantamento de dados. Estamos capacitando policiais que vão buscar informações em locais difíceis — explicou Andrea.
Para o trabalho investigativo, serão comprados carros, câmeras e equipamentos de investigação como câmeras escondidas, roupas de empresas públicas, carrinhos de cachorro quente e pipoca. — Esses agentes vão trabalhar em locais onde os policiais da delegacia da área não conseguem passar despercebidos porque já estão conhecidos. Não vão ficar apenas no Cinpol — garante a delegada, que promete melhorar a comunicação entre as unidades. Uma das principais mudanças para a Polícia Civil será a mudança do Sistema Guardião para o novo prédio que está sendo reformado no Jacaré, já conhecido como Cidade da Polícia. O programa concentra todas as interceptações telefônicas feitas em delegacias, e atualmente fica no prédio da Secretaria de Segurança. — Queremos deixar o mais transparente possível o processo das escutas telefônicas. Estamos buscando uma forma de dar acesso ao Tribunal de Justiça, queremos evoluir a forma de utilização do guardião — disse Andrea. A delegada anunciou ainda que foi feita uma parceria com a nova Divisão de Homicídios, inaugurada há duas semanas. Alguns agentes já estão sendo treinados para a utilização dos novos softwares que foram comprados:
— Serão relatórios diferenciados para ajudar nas investigações. Alguns agentes estão sendo capacitados aqui para trabalhar na área de inteligência voltada para a investigação de homicídios.

fonte: Extra

Traficante Orlando Pereira, após prisão

Policiais da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) prenderam um traficante que atuava no Brasil e na Itália. Orlando Pereira, de 59 anos, é natural de Santa Catarina, mas morava em Copacabana, na Rua Viveiro de Castro, em um apartamento duplex. Segundo o delegado Fernando Vila Pouca de Souza, o traficante possui sete anotações criminais por tráfico de drogas, seis no Brasil e uma na Itália.

fonte: Extra

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Alucinógeno
O chá ayahuasca é parte dos rituais de várias religiões nativas brasileiras

Tudo começou no início do século passado, no coração da Amazônia. Caboclos nordestinos atraídos pela extração da borracha mergulharam na cultura secular dos povos da floresta, inevitavelmente absorvendo muito de sua essência. Logo nasceram as chamadas religiões ayahuasqueiras, grupos em sua maioria cristãos que incorporaram o consumo de um chá alucinógeno utilizado pelos indígenas em seus rituais. Hoje, essas mesmas seitas estão no centro de uma polêmica que envolve questões delicadas e perigosas, como o respeito à liberdade de crença, tráfico de drogas e morte.No dia 25 de janeiro, em resolução publicada no “Diário Oficial da União”, o governo brasileiro oficializou o uso religioso do chá ayahuasca – também conhecido como daime, hoasca e vegetal. Sem força de lei, o texto, formulado depois de décadas de negociações e estudos realizados pelos órgãos de combate às drogas, define as responsabilidades das religiões institucionalizadas e garante o direito de consumo do alucinógeno a adultos, mulheres grávidas, jovens e até crianças durante os rituais. Por outro lado, ele veta a comercialização e a propaganda do composto feito a partir do cipó mariri e das folhas da erva chacrona, além de sugerir que qualquer tentativa de turismo motivado pelo chá seja coibida.A decisão do governo repercutiu com força. Políticos como Eduardo Suplicy e Fernando Gabeira, por exemplo, defendem a medida. “A resolução é o reconhecimento de uma religião autenticamente brasileira”, diz Suplicy. Por outro lado, outras vozes levantaram a hipótese de que a liberação do daime poderia abrir o perigosíssimo precedente para a criação de religiões que incorporem drogas como a cocaína e a maconha em seus rituais. E ainda há quem considere o trabalho desenvolvido pela comissão multidisciplinar – composta por médicos, juristas, psicólogos e membros de religiões como Santo Daime, Barquinha e União do Vegetal, entre outros especialistas – do Conad (Conselho Nacional Antidrogas) um exemplo de respeito aos direitos individuais a ser exportado para o mundo. Porém, o noticiário indica outra direção.No penúltimo final de semana, Alexandre Viana da Silva, 18 anos, morreu afogado em um lago em Ananindeua (PA), depois de tomar o chá em um culto independente. Claro que não é possível afirmar que o alucinógeno levou o rapaz, que não sabia nadar, a enfrentar uma situação de risco sem medir as consequências. Mas a hipótese não pode ser ignorada.

Outra história contundente é a de Fernando Henrique Queiroz Tavares. Aos 15 anos, ele era usuário regular de haxixe, LSD e ecstasy. Depois de muito sofrimento, encontrou ajuda na chácara Céu de Krishna, sede da seita Encantamento dos Sonhos, localizada na região metropolitana de Goiânia (GO). Lá, participou de rituais que envolviam o consumo de ayahuasca durante três anos. “Ele deixou o vício, voltou à escola e até parou de sair à noite”, diz sua mãe, Neila Maria Queiroz. Ela foi duas vezes até a chácara. Na primeira, para assistir a uma das cerimônias. Depois, para alertar a todos que Fernando Henrique sofria da síndrome de Marfan, enfermidade degenerativa do coração.Por volta das 4h30 da manhã do dia 15 de novembro do ano passado, depois de consumir 150 ml do chá em um intervalo de quatro horas e meia, o rapaz de 18 anos sentiu-se fraco, apresentou dificuldade para respirar e caiu no chão. Segundo seu atestado de óbito, a morte foi causada por um ataque fulminante do coração, com rompimento da artéria aorta. Apesar de o laudo oficial com a causa do ataque só ter previsão de publicação daqui a dois meses, o que a ciência já sabe sobre os efeitos da ayahuasca no organismo indica forte possibilidade de relação entre o consumo do chá e o ocorrido. “Estamos realizando análises sofisticadas e fora do padrão. Precisamos de mais tempo”, afirma Rejane Sena Barcelos, diretora do Instituto de Criminalística Leonardo Rodrigues. Segundo o delegado que cuida do caso, Maurício Massanobu Kai, “se o chá facilitou ou potencializou a morte, o responsável pelo ritual responderá por homicídio doloso”. O delegado fala de Marcelo Henrique Ribeiro, líder do ritual Encantamento dos Sonhos. “Foi como perder um filho”, diz Ribeiro.

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Ritos e normas
Acima, culto da igreja Céu da Lua Cheia, em São Paulo.
Abaixo, o presidente do Cefluris, Alex Polari, participa do feitio do daime

Segundo a nova normatização das regras do uso religioso da ayahuasca, as seitas cadastradas pelos órgãos passam a ser totalmente responsáveis pelo que acontece com seus adeptos durante os rituais. Cabe a elas decidir quem está apto ou não, tanto do ponto de vista médico quanto do psicológico, a tomar o chá. Também não há regras de dosagem: quem serve a bebida decide quanto o usuário deverá ingerir. Por fim, a determinação recomenda que todos os participantes permaneçam nas igrejas até o final dos rituais – e dos efeitos alucinógenos do chá.Não é preciso dizer que o risco de algo dar errado é alto, o que pode transformar o caso em uma questão de saúde pública. Se alguém que começa a frequentar uma academia de ginástica é obrigado a passar por avaliação médica, o mesmo não deveria ser feito por quem consome um alucinógeno? “Assim como em se tratando de qualquer instituição desportiva, de ensino ou recreativa, quem quer que dê causa, por negligência, imprudência ou imperícia, ao prejuízo alheio responderá civil e criminalmente pelos atos que praticar”, diz Paulo Roberto Yog de Miranda Uchôa, secretário nacional de Políticas sobre Drogas e secretário executivo do Conad.
Simbolismo
 Abaixo, detalhe da produção do chá
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O texto publicado no “Diário Oficial” recomenda que as entidades façam uma entrevista com aqueles que forem ingerir o chá pela primeira vez e evitem seu uso por pessoas com transtornos mentais e por usuários de outras drogas. Segundo Enio Staub, secretário do Cefluris – Culto Eclético da Fluente Luz Universal Patrono Sebastião Mota de Melo, que reúne as igrejas conhecidas como Santo Daime –, esse primeiro contato é fundamental. “As pessoas que buscam a ayahuasca devem obter informações da origem dos grupos para verificar sua confiabilidade. Temos essa responsabilidade”, diz.O Santo Daime ganhou notoriedade nos anos 80, quando chegou aos centros urbanos do Sudeste e do Sul do País. Celebridades como Lucélia Santos e Ney Matogrosso entraram para a seita e o perfil de seus seguidores mudou. Era a vez das classes mais abastadas, universitários e todo tipo de profissional entrarem na história. Paralelamente, a União do Vegetal também cresceu rapidamente. Hoje, segundo dados fornecidos pelas duas instituições, o Santo Daime conta com cinco mil associados e visitantes, enquanto a UDV contabiliza cerca de 15.000 sócios. Ambas estão presentes em países como Estados Unidos, Espanha, Reino Unido e Canadá, nos quais, segundo os religiosos, o chá entra de forma totalmente regular. “Não corremos atrás das pessoas. Elas vêm até nós”, diz Flávio Mesquita da Silva, presidente da União do Vegetal.Mesquita, 54 anos, narra uma história muito parecida com a de inúmeros adeptos do daime. “Consumia todo tipo de droga e bebia muito na adolescência. Conheci a UDV e tudo mudou”, diz. De fato, a promessa da resolução de males como a dependência química e a depressão é um dos maiores chamarizes das seitas. Apesar de a normatização governamental sugerir que o chá não seja usado em conjunto com outras drogas, muitos seguidores fazem isso. A substituição de um vício por outro é altamente condenada pela medicina porque, no fundo, não resolve o problema. Fica a pergunta: o daime é uma droga?
Um dos pilares da argumentação do Conad para a regulamentação do uso religioso da ayahuasca é uma decisão da ONU. “São consideradas drogas ilícitas todas aquelas nas listas de substâncias proibidas das Convenções das Nações Unidas, das quais o Brasil é signatário”, diz Miranda Uchôa, do Conad. De acordo com o texto publicado no “Diário Oficial”, “a decisão da ONU relativa à ayahuasca afirma não ser esta bebida nem as espécies vegetais que a compõem objeto de controle internacional”. Sandro Torres Avelar, presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, vê a questão de forma diferente: “O efeito do daime preocupa porque é semelhante ao de drogas proibidas no ordenamento jurídico”, afirma. Infelizmente, uma distorção preocupante do processo já ocorre na internet.Basta digitar “comprar ayahuasca” no Google para encontrar ofertas de todo tipo. Há quem tente maquiar o comércio usando o modelo das seitas organizadas e peça uma carta do possível comprador na qual ele divida suas angústias e diga por que quer tomar o chá. Depois da análise dos vendedores, sobre a qual não há nenhum controle, o alucinógeno é vendido. Pior: sob os dizeres “Pronto para o consumo e bem concentrado – enviamos para o Brasil e para o mundo”, outra página oferece o litro do chá por R$ 45, mais o Sedex, a quem estiver disposto a pagar por ele. Tráfico puro e simples, portanto, e espiritualidade zero.A falta de controle do governo preocupa e não para por aí. Além das três religiões institucionalizadas, inúmeros cultos independentes como o frequentado pelo jovem Fernando Henrique, em Goiânia, espalham-se pelo País. Segundo o Conad, cerca de 100 organizações já estão cadastradas. Trata-se de centros espíritas, cultos universalistas e terreiros de umbanda, entre outros, surgidos de dissidências das seitas originais ou que simplesmente incorporaram o uso de ayahuasca em seus ritos.Diante do quadro de desorganização e alto risco, não espanta que o Cefluris e a União do Vegetal apoiem a normatização do governo e cobrem atitudes que garantam seu direito adquirido. “Acredito que a publicação no “Diário Oficial” servirá principalmente para orientar os órgãos de repressão e fiscalização”, diz o presidente da UDV. “É mais ou menos como se tivéssemos passado 30 anos lutando para dirigir do lado direito da estrada. Agora, alguns que querem partir para a pista da esquerda nos atrapalham”, resume Mesquita da Silva.Não há dúvida de que as religiões ayahuasqueiras têm os seus méritos. Na apuração desta reportagem, foram ouvidas histórias comoventes de transformação, que traduzem intenções semelhantes às de crenças seculares como o catolicismo, o islamismo e o judaísmo, para citarmos apenas algumas.Baterista da formação original dos Engenheiros do Hawaii, Carlos Maltz viveu todos os excessos que a vida de um pop star é capaz de reunir – “do sexo inseguro ao uso de todo tipo de droga. Eu queria morrer jovem”, diz. Hoje, aos 47 anos, ele atua como psicólogo junguiano e é sócio da União do Vegetal em Brasília, onde vive com sua mulher e suas três filhas. Eis a sua história.“Em 1995, tive uma briga muito feia com o Humberto (Gessinger) e saí da banda. Acabou a fama, acabou a grana e tudo ficou escuro. Fui convidado para ir até a UDV e tomar o chá. Quando vi aquela gente fardada, pensei que não era para mim. Depois de tomar o vegetal, vi várias letras de música passando na minha frente e reconheci o meu estilo no texto. Uma voz me disse: ‘Gostou? É tudo seu.’ Respondi que sim e disse que queria anotar as letras. A voz explicou que eu só conseguiria fazer isso depois que tirasse a mágoa do meu coração e perdoasse o meu parceiro. Explodi e vi que realmente ainda estava magoado. Então a voz me disse que eu deveria compor uma música de amor para o Humberto e que, só depois disso, estaria preparado para evoluir. Hoje somos amigos como nunca, vivo feliz e tenho orgulho do meu trabalho, mas ainda não escrevi a canção.”Para garantir que histórias como a de Maltz continuem a ser escritas, é preciso muito mais do que normatizar as regras para o uso da ayahuasca em rituais. Se a intenção do governo é legitimar o patrimônio religioso brasileiro, é preciso evitar mortes absurdas e garantir que algo sagrado para alguns não entre para o rol das substâncias que corroem nossa sociedade.

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fonte: Isto É

“Esse é o conceito mais moderno de polícia, pois busca limitar as áreas de uma companhia integrada em uma região menor para que ela seja responsável direta e tenha muito claramente definida uma estratégia operacional naquela área onde atua. Essas companhias realizam todas as modalidades de policiamento na sua subárea e terá um responsável local. Assim fica mais fácil gerenciar recursos, atribuir metas, cobrar resultados e também aferir méritos”, considerou o superintendente da Superintendência de Planejamento Operacional, Roberto Alzir.Os batalhões da PM já estavam desdobrando a atuação do policiamento através das companhias que eram responsáveis por territórios determinados. Mas a lógica, principalmente na capital, era que as sedes das companhias ficarem dentro dos batalhões. Já no interior do Estado, até pela questão das distâncias, as companhias ficavam sediadas nos municípios onde tinham a responsabilidade de patrulhar. Agora, está sendo estimulado que as sedes das companhias saiam do interior dos batalhões e vão para uma instalação em sua subárea. O comandante de companhia integrada, além de ser responsável por todas as formas de policiamento em uma subárea, também terá a oportunidade de estar mais próximo dos policiais que trabalharão no bairro que atende e também da população local.O bairro de Vista Alegre é o primeiro na área da 2ª Companhia de Policiamento de Área (CPA) que irá ganhar uma companhia com sede no próprio bairro. Trata-se da 3ª companhia do 9º Batalhão (Rocha Miranda) que, a partir dessa sexta-feira (05/02), funcionará em um prédio na Praça Pedro Fernandes. O local foi cedido pela prefeitura. “O cidadão que mora em Vista Alegre e antes precisava ir até Rocha Miranda na sede do batalhão que atende ao seu bairro para ter contato com a polícia, agora poderá procurar direto o comandante da companhia ali, perto de casa. E o comandante de companhia vai vivenciar os problemas locais por estar convivendo ali em seu dia-a-dia. A maior autoridade de segurança pública de Vista Alegre vai ser o comandante da companhia, juntamente com os seus policiais. Ele vai conhecer os problemas e, de posse dos recursos, vai poder alocar melhor os recursos de forma que isso possa apresentar um melhor resultado” explicou Alzir.Segundo o superintendente da Subsecretaria de Planejamento Operacional, as mudanças não foram impostas pela Secretaria de Segurança, mas foi uma iniciativa que partiu da própria PM. “A própria corporação despertou para a necessidade dessa subdivisão. Em diversos batalhões nós começamos a observar movimentações para colocar em prática a ideia de desdobramento das companhias no terreno onde elas atuam”, destacou.

Vista Alegre é o primeiro bairro da cidade a receber novo modelo

O comandante da 2ª CPA, coronel Erir Ribeiro Costa Filho, disse que a companhia de Vista Alegre será a primeira da área que terá sede dentro do território no qual ela atua e nos moldes da integração com a PC. A próxima será uma que será instalada em Vila Kennedy. E não para por aí. “Depois teremos na Aisp 39, uma companhia instalada em Pedra de Guaratiba. Também teremos, em breve, uma companhia em Itaguaí”, adiantou.Graças ao projeto de acompanhamento de metas, a 2ª CPA já reúne o comandante do batalhão e os comandantes de companhias, ao menos mensalmente, para informá-los como estão as manchas criminais em suas áreas. Agora, com o capitão indo para o seu território, o coronel revela que ficará mais fácil também para a responsabilização. “Com o comandante de companhia baseado em seu local de atuação, ele será mais responsabilizado e cobrado. Eu costumo dizer para eles que hoje, na polícia, se perde função por falta de produtividade. E eu vou monitorá-los. Se eu perceber que uma determinada rua dentro da área de uma companhia está tendo aumento em determinado índice, vou chamar o comandante para dar explicações. Vou dar a ele uma oportunidade para mudar esse quadro, mas se permanecer inalterado, ele será substituído. Se as metas não forem cumpridas, o comandante do batalhão poderá ser trocado, o mesmo digo sobre o comandante da CPA. É uma cadeia”, revelou o coronel.O comandante do 9º BPM, tenente coronel Edivaldo Camelo da Costa, também vê vantagens no deslocamento da sede da companhia para a área de atuação da mesma. Uma das mais importantes é a troca de informações entre a companhia e a delegacia local. “Ao deslocar uma companhia para um bairro, com foco nos problemas locais, o simples fato do ir e vir do policial cria ali uma situação de segurança preventiva quase que natural. É isso que nós estamos buscando nos bairros. Queremos criar este aspecto preventivo. Além disso, o capitão vai conviver diariamente com a comunidade. Ele terá como ter um contato mais estreito, criar uma intimidade maior, um relacionamento mais amigável. Será um policiamento de bairro, próximo do cidadão. A existência da companhia no local também promoverá a integração direta entre a companhia e a delegacia da área. A delegacia, estando ali ao lado, vai passar para a companhia os dados do momento, o capitão vai ter as informações de ocorrência quase que simultâneo ao acontecimento. Só estando ligado à delegacia ele vai poder interagir com o problema com rapidez e interatividade”, avaliou.A 3ª companhia terá um efetivo de 176 homens e será comandada pelo capitão Paulo Fernando Ratte Moreira. A 3ª companhia irá atender aos bairros de Vila Cosmos, Vila da Penha, Vista Alegre, Irajá, Colégio, Vicente de Carvalho, Honório Gurgel, Rocha Miranda e Coelho Neto. O coronel Camelo afirmou já ter projetos iniciados para que outras duas companhias saiam de dentro do batalhão e só fique uma, a responsável pela região onde o batalhão tem sua sede. “Já temos projeto de instalação de uma companhia em Fazenda Botafogo, na área da 39ª DP; e existem ainda conversas para a construção de outra em Madureira, na área da 29ª DP”, disse.O coronel Camelo explicou que a companhia foi instalada na Praça Pedro Fernandes porque ali surgiu a oportunidade. “Recebemos a oferta de uma área excelente, com espaço muito bom. E como nosso projeto era implantar a companhia em uma área que estivesse dentro de uma delegacia, ali existe a proximidade da 27ª DP. O deputado Pedro Fernandes nos ajudou a disponibilizar, junto ao município, este espaço. O prédio já existia e foi cedido pela prefeitura”, esclareceu

fonte: site SESEG

A interação com a Polícia Civil (PC), condição priorizada pelo novo modelo, é algo que o comandante pretende buscar cada dia mais. Segundo ele, as conversas com o delegado João Dias, da 27ª DP (Vicente de Carvalho), já acontecem, mas elas prometem ser cada vez mais constantes. A área de atuação da 3ª companhia é a mesma da 27ª delegacia. “Antes, como eu ficava dentro do batalhão, a distância era um pouco maior da delegacia e eu ainda ficava envolvido com outros afazeres dentro do batalhão e isso impedia esse contato mais próximo com o delegado. Agora vamos trocar informações diariamente, se for necessário. A delegacia vai nos abastecer com as informações das ocorrências para que possamos atuar imediatamente e não esperar o fechamento dos dados no fim do mês”, destaca.
A companhia ficará localizada no interior da principal Praça de Vista Alegre. A expectativa da população local é grande e a companhia estará pronta para receber quem quiser fazer denúncias ou prestar qualquer tipo de ajuda. “Nossa intenção é trabalhar não só para a população, mas também com ela. Se os moradores nos ajudarem, a probabilidade de alcançarmos êxito na nossa missão será maior”, acredita.
Segundo o comandante da companhia, desde a inauguração, a população local vai notar de imediato a diferença no policiamento. Os índices criminais nos bairros de atuação da companhia são altos, mas ações do comando geral da corporação e do batalhão têm conseguido baixar esses números. “O coronel Costa Filho, comandante da 2ª Companhia de Policiamento de Área, faz uma reunião mensal com o comandante do batalhão e os comandantes de companhia para passar as estatísticas de criminalidade na nossa área de atuação. Já constatamos que está havendo diminuição dos índices, mas queremos mais. Acredito que a simples movimentação de policiais diariamente no bairro de Vista Alegre e em todos os outros vizinhos, vai diminuir mais ainda os índices criminais que lá existem”, aposta.

Experiências vividas a serviço da corporação: orgulho do jovem comandante

Rattes entrou na PM em 2001. Há 9 anos no 9º BPM (Rocha Miranda) – desde quando era aspirante -, foi promovido a capitão no batalhão e conta muitas experiências já vividas em operações. Ele já foi alvejado em confronto, participou da prisão dos bandidos que arrastaram o menino João Hélio pendurado em um carro – episódio que chocou o país em fevereiro de 2007 -, enfim, situações que enchem o jovem capitão de orgulho de ser policial. “Eu tinha subido a tenente em agosto de 2004 e em outubro de 2005 eu fui alvejado durante uma operação na favela de Acari. Eu me deparei com diversos elementos armados em cima de um viaduto, troquei tiros com eles e infelizmente tomei um tiro no braço. Mas, graças a Deus, dois meses depois eu já estava trabalhando normalmente de novo. Hoje vejo que minha responsabilidade aumentou, mas estou com o mesmo gás de quando era aspirante. Quero fazer desse desafio que estou assumindo uma escola para adquirir mais conhecimento para que, quando eu conseguir alcançar um espaço mais lá em cima, eu já tenha essa experiência na bagagem. Acredito que assim será mais fácil conduzir as coisas”, sonha.
Morador da Zona Norte, Rattes explica que grande parte dos policiais que integrará a 3ª companhia (176 no total) mora na região onde atuarão. “Esses agentes de segurança têm total interesse em fazer bem os seus trabalhos, já que eles mesmos são clientes dos próprios serviços. Eles sabem que patrulhando bem e fazendo um bom serviço, consequentemente, suas residências e ruas vão estar também melhor policiadas e mais tranquilas para eles e as famílias deles morarem”, observa.
Sobre as estratégias de patrulhamento na área de atuação da 3ª companhia do 9º batalhão, Rattes admite que existem alguns focos onde os índices criminais são maiores. Serão essas áreas específicas, mapeadas na sala do comandante na nova sede, que ganharão atenção especial. “Vamos investir em toda a área, sem exceção, mas vamos ter maiores cuidados em regiões específicas onde a atuação da criminalidade é um pouco maior do que em outras. Cito algumas vias principais onde esses índices são altos, mas mesmo assim estão dentro das metas ou abaixo delas. São elas: Meriti, Pastor Martin Luther King (antiga Automóvel Clube), Vicente de Carvalho e São Félix. Nessas avenidas, nossa preocupação é maior. Teremos por volta de 22 viaturas (entre blazers e gols) à disposição da companhia, patrulhando dia e noite todos os bairros de nossa responsabilidade”, revela o capitão.Para atender aos bairros de Vila Cosmos, Vila da Penha, Vista Alegre, Irajá, Colégio, Vicente de Carvalho, Honório Gurgel, Rocha Miranda e Coelho Neto, a 3ª CIA, nova casa do capitão Rattes, conta com uma estrutura física composta por uma recepção, uma entrada principal, um gabinete para o comandante, dois alojamentos (um para os sargentos e outro para os cabos e soldados), três banheiros, uma cozinha, um arquivo, uma sala de sargenteação (onde são feitas as escalas de plantão e demais atividades burocráticas) e um dormitório. No local funcionava a Subprefeitura de Vista Alegre. O imóvel foi cedido pela Prefeitura do Rio à PM.

fonte: site SESEG

    O soldado da Polícia Militar Marco Antônio Guimarães, 32 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira, acusado de chefiar uma quadrilha de distribuição de CD’s e DVD’s piratas em Teresópolis, região Serrana do Rio. Lotado no Museu da Polícia Militar, Marco Antônio e outras sete pessoas foram presas em flagrante, numa operação conjunta do Ministério Público e da 110º DP (Teresópolis). Segundo as investigações, o soldado fazia as cópias piratas em uma casa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e abastecia camelôs do Centro de Teresópolis, próximo à Rodoviária. Ele foi preso ao chegar em uma Kombi, com cerca de 2 mil mídias falsificadas. O PM estava acompanhado de outras seis pessoas.Os agentes também prenderam Francisco Maciel, 25 anos, que agia paralelamente ao grupo do PM. Ele costumava viajar mensalmente para São Paulo, onde comprava cerca de 6 mil CD’s e DVD’s piratas para serem revendidos na cidade serrana. Quase cinco mil mídias piratas foram apreendidas na operação.

fonte: O Dia

 Pede para sair! O treinamento linha-dura dos 102 atores e figurantes do filme ‘Tropa de Elite 2’ não poupou nem o capitão Nascimento, o fictício policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope) eternizado por Wagner Moura no primeiro longa-metragem. Durante duas semanas, ele, o sambista Dudu Nobre, o ator André Ramiro e 85 policiais de quatro estados treinaram em regime militar, debaixo de sol escaldante, chuva e muito calor.

Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Vestidos com fardas quentes e levando tiros de paint ball, os atores trabalhavam 10 horas por dia | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia

“A única regalia foi o uso de protetor solar, que um produtor passava, e água. Em um dia, beberam 3.800 copinhos”, revelou Adriano Moreira, diretor operacional do Centro Avançado em Técnicas de Imobilização (CATI-SWAT), que contou a O DIA como foi a preparação dos artistas. Ele afirma que a própria produção do filme pediu para que fosse mantida a rigidez do curso dado a policiais.
“Se relaxar, perde o foco. Mas incorporaram bem o papel, pareciam militares de verdade”, disse.
Vestidos com fardas quentes e levando tiros de paint ball, os atores trabalhavam 10 horas por dia. As bolas de tinta deixaram hematomas no corpo. Rastejar na lama, marchar e aprender a entrar em favelas na escuridão foram algumas das missões cumpridas pela tropa. Comida só na hora do almoço, único momento de descontração do dia, quando Dudu Nobre se divertia com as piadas dos policiais.Apesar da dureza, ninguém pensou em sair. “Impressionou a concentração do Wagner e a liderança do Ramiro. Demonstraram cansaço, mas são muito disciplinados”, conta Adriano.

Curso teve três locações

O curso de intervenções táticas do CATI ensina técnicas de progressão em áreas de risco. Três locações foram usadas para o treinamento do filme: uma comunidade cenográfica em Nova Iguaçu, um campo em Jacarepaguá e um presídio em Bangu. Os atores aprenderam a fazer prisões e revistar locais suspeitos. Também simularam operação para reprimir bailes funk e retomada de presídio em rebelião

fonte: O Dia

Temos de preparar a contraofensiva agora que estamos informados sobre o que vem por aí.” O alerta foi dado em 1988 pelo então delegado Naief Saad Neto após ouvir de um traficante detalhes sobre a chegada do crack à capital paulista. Os anos se passaram e as apreensões que antes se resumiam a gramas se converteram em quilos. As primeiras promessas de autoridades, de “acabar” com o crack, completaram dez anos.Mas o subproduto da cocaína conquistou um território próprio: a cracolândia, um punhado de ruas no centro da capital paulista onde viciados, de todas as idades e classes sociais, se aglomeram e acendem cachimbos diversas vezes ao dia para sentir o curto e intenso “barato” proporcionado pela pedra. Um ritual que, na opinião de quem tentou enfrentá-lo na última década, não tem previsão para acabar.A trajetória do crack em São Paulo está ligada ao centro velho. A primeira apreensão da qual se tem notícia na capital data de 1986. O então Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) flagrou Antonio Viana com 100 gramas da droga na Rua Major Sertório, na Vila Buarque. A companheira dele, Noemia Siqueira, guardava mais 600 gramas num apartamento na Alameda Barão de Limeira, na República. Ambos se declaram “mulas”: ou seja, teriam sido contratados para transportar a encomenda de Corumbá (MS), sem saber do que se tratava. A Justiça absolveu o casal. Dois anos depois, um traficante revelou ao Deic que a droga vinha sendo inserida facilmente pela rota entre Corumbá e a cidade de Porto Suárez, na Bolívia.Em 1991, o Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) recolheu pela primeira vez a pedra na Boca do Lixo, nome pelo qual era conhecido o quadrilátero formado pelas Avenidas São João, Rio Branco, Ipiranga e Rua Mauá. Naquele ano, o total de droga recolhida em toda a cidade chegou a 150 gramas. Dali em diante, o tráfico enraizou-se, instalando laboratórios de refino da droga em hotéis. Traficantes aliciavam crianças para distribuí-las no centro. Em 1992, já era mencionado que a Boca do Lixo dera lugar à cracolândia. Em 1995, o governador do Estado, Mário Covas, morto em 2001, ordenou a criação de uma delegacia para investigar o crack. Os esforços das Polícias Civil e Militar se tornaram cada vez mais frequentes. De 1997 para cá, houve em média pelo menos uma operação por ano na cracolândia. Prenderam-se centenas, entre fornecedores, distribuidores e usuários. Entre eles duas mulheres apontadas como “rainhas do crack”, além de um “rei”. Pelo menos dois viciados foram assassinados ali. Um deles fora queimado por um traficante por não pagar a compra do crack. Por mais de 80 vezes a Prefeitura interditou hotéis, pensões e cortiços em situação irregular.”O problema ali não é especificamente de segurança pública. Ele é por um lado de saúde e por outro de intervenção urbana”, afirmou o procurador de justiça Marco Petreluzzi, secretário de Segurança Pública entre 1999 e 2002. Ao assumir o cargo, ele anunciara a meta de erradicar o crack em quatro anos. “No meu tempo, nunca tive a ilusão de que resolveria o problema ali com a polícia”, avalia o procurador hoje. “Mexer com droga é enxugar gelo. Tira-se um traficante e vem outro. Enquanto houver consumidor vai haver traficante.” Ao se tornar prefeita, em 2001, Marta Suplicy prometeu que recuperaria o centro. “Durante a minha gestão, (a cracolândia) causava total preocupação. Mas eu tinha clareza de que se fosse lidar somente com aquela área iria levá-la a outros locais, sem resolver o problema.”Em 2005, ao se tornar subprefeito da Sé, o empresário Andrea Matarazzo elegeu como desafio mudar a cracolândia. “Ela melhorou muito em relação ao que era, mas tem um longo caminho pela frente”. “Desde o início”, acrescentou, “eu imaginava que o processo de revitalização era de pelo menos dez anos”. “Não é porque você urbanizou que os usuários de crack vão deixar de existir. Aquela população precisa de tratamento, de internação.”

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Durante depoimento na noite de sexta-feira (05), em uma das salas da Academia de Polícia Civil, um dos acusados de envolvimento no tráfico de 100 quilos de cocaína pura, apreendida no rio Vaza Barris, informou que pretendia levar a droga para a cidade de Belém, no Estado do Pará, pelo mar.Segundo uma fonte da Polícia, a informação do transporte de cocaína pelo mar de Aracaju a Belém, capital do Pará, duraria aproximadamente 15 dias, o que seria “extremamente perigoso para a quadrilha”. O policial acredita que o suspeito esteja querendo confundir a polícia.Entretanto, no dia 29 de outubro de 2008, a Polícia Federal do Piauí a rota do tráfico de cocaína da Bolívia para Teresina, capital do Estado. O diretor regional executivo da Polícia Federal do Piauí, à época o delegado Felício Laterça, informou que a PF já vinha investigando essa rota.As primeiras prisões de traficantes usavam a rota Bolívia – Mato Grosso – Brasília – Teresina – Fortaleza (CE), Natal (RN) e Aracaju (SE). As prisões dos acusados de tráfico de drogas Jackvan Santana de Carvalho, Reicila Bethânia de Sousa Monteiro e Franciele Costa Freitas Godoy, que estavam vindo de Cáceres, no Mato Grosso, com cocaína, para Teresina, em suas bagagens distribuídas nos aviões da TAM e da Gol.Para Belém – A Polícia Federal prendeu à época três homens que foram flagrados com 72 quilos de pasta base de cocaína. Eles foram abordados pelos policiais em um porto localizado na avenida Bernardo Sayão, em Belém (PA), no momento que recebiam uma lancha com a droga. A droga estava distribuída em 113 pacotes que estavam escondidos em um fundo falso da lancha. O casco da embarcação teve que ser aberto com uma serra elétrica por integrantes do Corpo de Bombeiros do Estado do Pará. O flagrante ficou configurado após os peritos da PF constatarem que o material apreendido era pasta base de cocaína.Há muita coincidência entre essa rota descoberta em outubro de 2008, em que incluía Aracaju, com a apreensão casual da Polícia de mais de 100 quilos de cocaina, quando já havia precedente quanto a uso da capital sergipana com entreposto para o tráfico. A Polícia, entretanto, ainda não divulgou como a droga desembarcou em Sergipe e qual sua origem.Via aérea – A fonte policial que conversou neste sábado (06) com a redação do Faxaju Online informou que não está descarta a chega via aérea, principalmente nos vôos que chegam muito cedo à capital, onde a fiscalização é menos intensa. Ainda não foi divulgada de onde vem a droga, embora haja suspeita do Paraguai, mas o mais certo é que tenha vindo da Colômbia.Perguntado se não seria mais fácil a droga entra em Belém pelo rio Amazonas e seus afluentes, o agente policial disse que “a rota do tráfico por esses rios é complicada em razão da fiscalização intensa. Os traficantes sabem da ação da Polícia na área, que sempre foi o caminho para que a cocaina saísse da Colômbia e chegasse ao Brasil”.Segundo a mesma fonte, a criação de novas rotas, mesmo que sejam mais distantes e onerosas, estão fora da fiscalização intensa que a Polícia faz nos rios da região Norte: tanto que a apreensão dos 100 quilos de cocaina, na sexta-feira (05), ocorreu por mera casualidade, reconheceu. Admitiu a possibilidade de que os traficantes tenham mantido o mesmo caminho descoberto pela Polícia Federal do Piauí, em 2008.Apresentação -  A Secretaria de Segurança Pública comunicou, neste sábado (06) que vai apresentar na segunda-feira (08), na Academia de Polícia Civil (Acadepol), os dois traficantes presos com mais de 100 quilos de cocaina. Segundo o comunicado, “a prisão aconteceu na sexta-feira (05), em um hotel da rua Niceu Dantas, na orla da praia de Atalaia, no momento em que os dois se preparavam para deixar o Estado.
Segundo, ainda, a nota da Secretaria de Segurança, “o diretor do Denarc, delegado Flávio Albuquerque, disse que os dois presos serão indiciados pelos crimes de tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico. Além da cocaina, também foi apreendida uma Pick-up, placa policial DIN-6388, uma pequena embarcação e um Peugeot, placa LOV-4642, da cidade do Rio de Janeiro”.
 

O Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron) apreendeu na última sexta-feira (5) 27,5 kg de substância análoga a pasta base de cocaína. A apreensão ocorreu no posto do Limão. O produto estava escondido em um assoalho de um veículo Toyota/Bandeirantes de cor branca.O motorista Kemuell Santos Fortunato informou aos policiais do Gefron que o produto era de sua propriedade, e que teria pago 80 mil reais pelo produto na cidade de Guaraio, Bolívia, e que levaria a carga até Cuiabá.

O dinheiro do crime organizado transformou o ex-garimpeiro Leonardo Dias Mendonça, 39 -que já teve apenas uma loja de material de garimpo em Roraima-, em um dos principais “barões” do narcotráfico do país, segundo investigações da Polícia Federal. Na semana passada, a PF prendeu 24 pessoas por suposta ligação com a quadrilha de Mendonça, na ação batizada de Operação Diamante, realizada em nove Estados.O esquema tem proporções tão grandes que a polícia avalia que terá de abrir cem inquéritos paralelos ao que levou à prisão do grupo para investigar a movimentação financeira da “”família” montada por Mendonça ao longo dos últimos cinco anos.Esse é o número aproximado de “laranjas” que a quadrilha utilizou para lavar dinheiro e pagar contas das operações. Um desses depósitos chegou a US$ 180 mil dólares, cerca de R$ 670 mil, creditados por um doleiro para o também traficante Emival Borges das Dores, preso na Operação Diamante. Borges das Dores e Mendonça estão na lista dos traficantes mais procurados pelo governo americano.O poder financeiro de Mendonça teria feito crescer sua influência sobre políticos e magistrados. Gravações telefônicas feitas pela PF devem levar o Supremo Tribunal Federal a investigar dois desembargadores do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região e um ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) por suposto envolvimento com esquema de venda de habeas corpus para narcotraficantes.O esquema envolveria ainda o deputado federal Pinheiro Landim (PMDB-CE) e assessores de seu gabinete, como o motorista José Antonio de Souza, também preso durante a operação.Preso três vezes desde 99 por envolvimento com tráfico, Mendonça, ou Leo, como é conhecido, conseguiu três habeas corpus -dois no TRF e um no STJ.
Esse ex-garimpeiro apresentou o traficante Fernandinho Beira-Mar às Farc (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas), quando estavam foragidos e escondidos nas áreas de plantio e refino do colombiano Tomas Molina-Caracas, o Negro Acácio, outro traficante procurado pela DEA (agência antidrogas dos EUA), de acordo com a PF.”Não eram sócios. Quem conhecia a região [na Colômbia] era o Leonardo”, diz o delegado Ires João de Souza, 44, da Delegacia de Repressão a Entorpecente da PF em Goiás. Nesse Estado e no Pará estariam as principais áreas de atuação da quadrilha.O grupo teria ainda ramificações nos Estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará e Rio de Janeiro -por causa de Beira-Mar-, conforme relatório do juiz José Godinho Filho, da 5ª Vara Federal de Goiás, que decretou as prisões da Operação Diamante.
Para o juiz, o grupo de Mendonça se assemelha à máfia italiana em sua estrutura.O Denarc (Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes) de São Paulo investiga uma possível ligação entre Mendonça e um dos maiores traficantes do Estado, Claudair Lopes de Faria, atualmente foragido.Ninguém tem ainda a exata noção do patrimônio arrecadado por Mendonça. A Folha apurou que ele não possui bens em seu nome, mas em nome de terceiros: sua mulher é dona de uma confecção com rede de lojas e seu filho de 13 anos, por exemplo, tem registrada uma caminhonete Pajero avaliada em R$ 109 mil.O grupo do traficante negocia drogas e armas dentro e fora do Brasil. Neste ano, ele e seu irmão Helder Dias de Mendonça, que também está preso, acertaram a venda de 3.000 kg de cocaína para um traficante da Venezuela, conhecido como Mário, a um preço estimado de US$ 25 mil o quilo da droga refinada.Durante a investigação, a polícia rastreou o pagamento de Mendonça a Beira-mar de uma dívida de cerca de R$ 1,5 milhão, referente a encomendas de drogas. Na negociação, o advogado Denis Gonçalves, preso por suposta participação no esquema, teria recebido uma casa em Goiânia, avaliada em US$ 200 mil.De acordo com o Ministério Público Federal, Mendonça se utilizava da compra de terras e gado para lavar o dinheiro. Em cinco depósitos recebidos de Beira-Mar, ele teria repassado cerca de R$ 72 mil para adquirir gado.

Estão abertas até o dia 10 de fevereiro, as inscrições para o Curso de Patrulheiro Rodoviário. O curso que oferece 30 vagas e duração de dez semanas tem início previsto para 12 de abril do corrente e será ministrado no Batalhão de Polícia Rodoviária. Do total de vagas, 15 são para os policiais do BPRv e as outras 15 vagas, destinadas à policiais das demais Unidades. Os interessados deverão observar os requisitos gerais no Boletim da PM nº 021 de 02 de fevereiro de 2010 e encaminhar requerimento ao seu Comandante, Chefe ou Diretor.

fonte: site PMERJ

  Estão abertas até o dia 19 de fevereiro, as inscrições para o Curso de Controle de Distúrbio Civil (CDDC). O curso que oferece 35 vagas para PMERJ e cinco vagas para Corporações Coirmãs, será ministrado no Batalhão de Polícia de Choque e terá duração de seis semanas, com início previsto para cinco de abril do corrente. As condições para inscrição poderão ser conseguidas no boletim da PM nº 023, de 04 de fevereiro de 2010.

fonte: site PMERJ

Vista Alegre ganhou ontem a 3ª Companhia da Polícia Militar que ficava no 9º BPM (Rocha Miranda). A transferência da unidade, que terá 176 policiais, faz parte da criação das Coordenadorias Integradas de Segurança Pública (CISPs) que vai integrar o trabalho das polícias Civil e Militar e descentralizar o trabalho da PM. A partir de agora, a 3ª Companhia vai trabalhar diretamente com a 27ª DP (Vicente de Carvalho) para atender apenas os bairros Vila Cosmos, Vila da Penha, Vista Alegre, Irajá, Colégio, Vicente de Carvalho, Honório Gurgel, Rocha Miranda e Coelho Neto e não toda a área do 9º BPM. Os outros bairros que fazem parte do batalhão ganharão suas companhias que estarão ligadas também, cada uma, a uma delegacia.A companhia vai funcionar num imóvel cedido pela prefeitura na Praça Pedro Fernandes. “O morador de Vista Alegre antes precisava ir até o batalhão em Rocha Miranda para relatar algum fato. Agora ele procura direto o comandante da companhia, perto de casa. É a aproximação da Polícia Militar com o cidadão”, explicou o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.
Para o comandante da unidade, capitão Paulo Rattes, essa proximidade também vai agilizar no atendimento ao cidadão. “O deslocamento dos policiais até o local da ocorrência será muito mais rápido. Teremos mais controle das nossas atividades”, avaliou o oficial. “A vinda da companhia para Vista Alegre representa novos tempos para a segurança porque integra o trabalho das duas polícias”, disse o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte. As próximas companhias a serem inauguradas deven ser em Vila Kennedy, Itaguaía e Pavuna.

REDUÇÃO DE METAS

O projeto das Regiões Integradas de Segurança (Risps) que engloba as Cisps e as Aisps (Áres Integradas de Segurança Pública) tem por objetivo estabelecer metas para a redução de índices de criminalidade. “É o conceito mais moderno de segurança”, avaliou Beltrame.

fonte: Blog da Segurança do O Dia

Assista ao making of das fotos

Uma tenente da PM tomou de assalto o carnaval. Este ano, quem manda no pedaço, ou melhor, na folia, é Júlia Liers, rainha de bateria da Independente de São João de Meriti e $da Porto da Pedra. Treinada para comandar, nascida para brilhar.

 E promete ofuscar muita rainha de bateria do Grupo Especial. Perderam, queridas! Ainda mais quando a moça desfilar toda toda, como neste editorial purpurinado — brilhante da cabeça aos pés.

Paetês que lembram confetes de todos os tamanhos e cores; bijuterias douradas e prateadas, sandálias reluzentes, pedrarias bordadas… Afinal, tudo o que brilha neste carnaval é mais do que ouro: está na moda.

fonte: Extra

…apesar do estilo literário deixar um pouco a desejar, o relato é perfeito, como se fosse narrado realmente por um soldado PM que integra o ‘lado B’ da Corporação.Não sei se o relatado no livro é verdade ou não, mas que já soube de várias histórias muito semelhantes as narradas no livro, ah, isso já… . Para quem é papa-mike não há novidade no livro, mas para quem conhecer a ‘face negra’ de nossa PM é um bom livro, que evidentemente só coloca às claras uma minoria de nossa Briosa.

Um PM observa o corpo de Ednaldo de Souza Costa, morto ao volante do EcoSport vermelho. Foto: Guilherme Pinto / Extra

 Policiais da 35ª DP (Campo Grande) informaram que requisitarão as imagens de câmeras de trânsito instaladas próximo ao local do assassinato do ex-policial militar Ednaldo de Souza Costa, de 40 anos. Ele foi assassinado a tiros de pistola e fuzil na manhã desta sexta-feira, em Campo Grande. O EcoSport vermelho em que ele estava foi interceptado por um carro de modelo e cor não anotados quando diminuiu a velocidade para passar por um radar na Estrada do Mendanha, altura do Bairro Silvestre. Ednaldo morreu no local. Quando tivermos essas imagens em mãos, vamos analísá-las e ver se conseguimos identificar alguém – disse o delegado Pedro Casaes, adjunto da 35ª DP.O crime foi por volta das 8h. Segundo informações de parentes do ex-PM, ele havia acabado de sair de casa, próxima ao local do assassinato, e seguia para o trabalho — em um trajeto que ele faria diariamente. No momento dos tiros, havia dezenas de pessoas na rua. Passageiros de um ônibus entraram em pânico e se jogaram no chão do veículo.  Uma das balas atingiu também a porta de uma loja, que fechou em seguida. Com medo, ninguém quis falar sobre o crime. Segundo informações já obtidas pela delegacia, o ex-PM foi expulso da corporação no dia 8 de março de 2006, acusado de envolvimento com traficantes de drogas. A polícia ainda não sabe se o motivo da morte pode ter sido uma vingança de ex-cúmplices.— Não podemos adiantar nada no momento. Seria leviano — contou Pedro Casaes.O corpo de Ednaldo permanecia no Instituto Médico-Legal (IML) de Campo Grande até o fim da tarde de ontem. As duas cápsulas de fuzil encontradas perto do EcoSport foram enviadas para a perícia. Parentes da vítima devem prestar depoimento na próxima semana.

fonte: Extra

Willian Robocop chega à 17ª DP, após ser preso no Morro do Borel. - Foto: Marcelo Theobald/02.08.2009

 Quatro policiais do 6º BPM (Tijuca) foram indiciados no inquérito 4516/2009 da 19ª DP (Tijuca) pelos crimes de extorsão e cárcere privado contra o traficante Willian Vieira Rodrigues, o Willian Robocop, acusado de chefiar a venda de drogas no Morro do Borel, na Tijuca. Além de indiciar os PMs, o delegado Walter Oliveira, então titular da 19ª DP, também pediu à Justiça a prisão temporária do tenente Jaguaribe do Nascimento Ferreira, do sargento Julio Cesar Portela de Goes, do cabo Alexandre Catarino e do soldado Marcelo Theodoro Miranda. Robocop foi preso no dia 2 de agosto do ano passado, numa casa na Ladeira do Moreira, no Borel. O bandido, até então um dos mais procurados do Rio, foi levado à 17ª DP (São Cristóvão), onde chegou depois das 18h. Em seu depoimento, Robocop disse que foi preso pelos policiais ao meio-dia, e que, para libertá-lo, os PMs teriam exigido R$ 200 mil, ouro e três fuzis. Já os PMs disseram em depoimento que entraram no Morro do Borel por volta das 9h. O objetivo seria dar auxílio ao carro blindado do 6º BPM, que estava enguiçado no alto do morro. Segundo os PMs, o veículo foi consertado às 14h50m, mas eles teriam permanecido na favela porque tinham a informação do local onde Robocop estava escondido. Os PMs teriam invadido a casa às 15h20m, prendendo o traficante. Entretanto, escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, feitas num inquérito da 19ª DP que investiga o tráfico de drogas no Borel, comprovaram, por meio de conversas de pessoas da comunidade, “a real possibilidade de exigência de vantagem e, principalmente, confirma o tempo de permanência do citado elemento (Robocop) confinado”.

Testemunhas confirmaram acusações

Testemunhas ouvidas no inquérito da 19ª DP contaram que, após Robocop ter sido preso, o bandido telefonou para pessoas próximas e pediu a elas que arrumassem o dinheiro e as armas que teriam sido exigidas pelos PMs para libertá-lo. As testemunhas disseram ainda que foram entregues aos policiais dois fuzis (um G3 e outro 7.62), um cordão de ouro e duas pulseiras que pertenciam a Robocop, além de alguns anéis e outras pulseiras conseguidas com pessoas conhecidas. Em novo depoimento, desta vez na 19ª DP, Robocop confirmou as acusações feitas contra os policiais na 17ª DP, no dia em que foi preso. O traficante também reconheceu na delegacia os quatro policiais, por meio de fotos. O tenente Jaguaribe do Nascimento Ferreira, que comandou a operação que resultou na prisão de Robocop, também foi intimado a depor na 19ª DP, “mas negou-se a prestar declarações, sob a alegação de que tinha conhecimento do inquérito policial militar instaurado na corporação e reservou-se a prestar declarações naquele procedimento. Da mesma forma comportou-se o tenente-coronel Fernando Príncipe, comandante do 6º BPM”.

IPM ainda está em andamento

O relatório do inquérito foi concluído no dia 11 de setembro e encaminhado ao Ministério Público. A assessoria de imprensa do MP, entretanto, informou que entrou em contato com a secretaria do órgão na Auditoria de Justiça Militar (onde os policiais militares são julgados), mas que não localizou qualquer procedimento em nome dos quatro PMs indiciados pela Polícia Civil. Da mesma forma, a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Rio informou que não localizou qualquer processo na Auditoria Militar em que os PMs figuram como réus. Já a Coordenadoria de Comunicação Social da PM limitou-se a informar que o inquérito policial militar (IPM) ainda está em andamento. Procurado pelo EXTRA, o tenente Jaguaribe do Nascimento Ferreira disse que, como o caso envolve PMs em serviço, deve ser investigado pela Polícia Judiciária Militar (Corregedoria da PM). — As denúncias estão sendo apuradas pela PM e estamos respondendo normalmente. Não sei o que a Polícia Civil tem com isso.

Veja também:

PM prende William Robocop, chefe do tráfico do Morro do Borel

Preso, Robocop diz ter entregado ouro a PMs

Trechos do depoimento de Robocop na 17ª DP

Robocop teria “perdido” R$ 50 mil para PMs que o prenderam

Bandido que sucedeu Robocop como chefe do tráfico é preso na Tijuca

PMs são acusados de espancar e roubar moradores do Morro do Borel

fonte: Extra